"Tive, sim
Outro grande amor antes do teu
Tive, sim
O que ela sonhava eram os meus sonhos e assim
Íamos vivendo em paz
Nosso lar, em nosso lar sempre houve alegria
Eu vivia tão contente
Como contente ao teu lado estou
Tive, sim
Mas comparar com o teu amor seria o fim
Eu vou calar
Pois não pretendo amor te magoar"
Músicas me inspiram.
Sempre.
Cartola cantado por Dona Ivone Lara inspira-me intensamente!
Amor.
Você já amou?
Você já amou mais de uma vez?
Você já amou a mesma pessoa em momentos diferentes?
Não há regras no amor.
Isso, até o Arnaldo explica.
E por ser assim tão "anárquico", o amor pode por tudo em ordem.
Ou o que é mais comum, mudar tudo de lugar.
Engraçado o que o amor faz com a gente.
Triste o que a gente faz com o amor.
Tentar entender o que se sente é o primeiro passo para deixar de sentir.
Já pensou nisso?
Eu te amo porque você faz isso, gosta daquilo, curte tal música, etc, etc, etc.
Oh, ledo engano...
Eu te amo.
Não precisa de conjecturas, de complementos...
Amor é verbo que transita entre dois sujeitos objetos.
Tão sujeitos, que temem tornar-se objetos deste amor.
Amor que parece ser maior que o mundo.
Amor que parece ser maior do que os próprios sujeitos.
É nesta hora, que o amor que liberta, controla.
O ar que antes respiravam, sufoca.
As palavras leves e tão cheias de significado, tornam-se pesadas e vazias.
A música para de tocar, e perdem-se nos seus passos.
Acabou aquela dança.
Aquela que não foi a primeira, mas que acreditara ser a última.
Outra música começará a rodar na vitrola.
Entre no ritmo e dê os novos passos.
Quer que eu te convide para dançar?
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah... (suspiro profundo!)
Não posso passar um mês sem vir aqui!
Beijocas da moça que sempre tenta entrar no ritmo, mas que ainda não acertou o passo!
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