domingo, 17 de julho de 2011

Exigências mínimas

O que é imprescindível a você para que você se relacione com alguém?
O que chama sua atenção no outro?
O que você não suporta, tolera?

Bem, eu adoro pessoas que me desafiem. Que me façam questionar minhas ideias e certezas. Que me façam rir. É fundamental que eu ADMIRE a pessoa que está comigo. E o meu ADMIRAR é muito subjetivo.

Confesso que "crio" muitos "impedimentos"... Evito caras mais baixos que eu ( o que é bastante comum- tenho 1,745m), mais novos que eu e no ponto de vista físico, isso basta. O que eu não suporto? Falta de respeito e ausência de objetivos- detesto homens acomodados. Pode até ser meu amigo, mas namorado ou futuro marido não rola. O meu interesse some em segundos.

Talvez seja por isso que estou solteira há taaaaaaaaaaaanto tempo. Demorei para fazer as coisas como EU quero, conquistar meus espaços e saber realmente do que EU gosto. Tenho dificuldade em ceder, e para eu ceder, eu tenho que admirar muito o cara. Se não, eu fujo pelas beiradas e fico sozinha mesmo.

Tem horas que eu penso: "Será que já joguei fora o cara certo por criar tantos critérios de seleção??" Pode ser que sim, pode ser que não... Nunca se sabe. Dizem que "o que é seu está guardado". Acredito e posso falar? O meu deve estar bem escondido!! Hahaha!

Li um texto ótimo, hoje, na Revista do GLOBO e que fala sobre isso. Divido com vocês...

Estou pensando seriamente em rever meus "fatores de descarte"... Principalmente o de altura. Se a Nicole Kidman pode, porque eu não posso? Hahahahaha!


Fator de Descarte, por Martha Medeiros

"Estávamos, eu e uma amiga, conversando sobre antigos namorados, quando ela me contou uma história engraçada que havia acontecido com ela há muito tempo. Estava saindo com um cara que já demonstrara não ser exatamente um príncipe encantado, mas vá lá, ela seguia tentando, até que um dia estavam dentro do carro e o rádio começou a tocar uma música do Tom Jobim. Ele disse: “Não suporto esse xarope”, e trocou de estação. Ela não teve dúvida: trocou de namorado. Não gostar de Tom Jobim foi o que ela chama de “fator de descarte”. Me assegurou que todos nós, homens e mulheres, temos pelo menos um fator que faz com que paremos de investir numa paquera. Um fator que é intransponível. E então ela me perguntou: qual é o teu?

Fiz um rápido retrospecto da minha vida amorosa — rápido mesmo, porque o elenco é pequeno — e cheguei à conclusão de que meu único fator de descarte seria a violência e a canalhice. Eu não me relacionaria com ninguém que ameaçasse minha integridade física e também com ninguém que não tivesse princípios éticos. Fora isso, não me importo que o candidato a príncipe não goste de Tom Jobim ou que seja baixinho, caolho e manque de uma perna, desde que tenha o meu “fator de exigência”, que é único, subjetivo e não vou revelar qual é.

Esta história de “fator de descarte” explica a existência de tantos desencontros amorosos, de tanta gente continuar comendo mosca quando poderia estar vivendo uma relação, no mínimo, surpreendente. A longa lista de “isso não tolero” é praticamente um passaporte para a solidão. As pessoas não dão chance para os diferentes, para os que não têm o mesmo nível cultural ou o mesmo padrão econômico. Desejam alguém que pense igual, se comporte igual, tenha os mesmos gostos, o mesmo tipo de amigos, preferências idênticas. No entanto, quem garante que um fã de Tom Jobim não possa ser um buldogue no convívio diário? E quem garante que um fã do Padre Fábio de Melo não possa levar uma mulher às alturas? Hosana nas alturas!

Eu prefiro Tom Jobim a qualquer padre, pagodeiro ou sertanejo, e acredito que ter afinidades é decisivo para o sucesso de uma relação a dois, mas às vezes um prefere Paris e outro prefere acampar em Trindade, e aí, como faz?

Relacionar-se é a oportunidade suprema de invadir universos desconhecidos e extrair diversão das indiadas. Claro que há grande chance de virar um deus nos acuda, mas não se pode cultivar ideias imutáveis, tipo “jamais trocarei uma noite no Fasano por um churrasquinho de gato na periferia”.

Exagerei, né? Churrasquinho de gato na periferia, francamente. Só se o cara — ou a fulana — cumprir muito à risca seu fator de exigência. No que diz respeito ao meu, é algo subjetivo, já falei. Altamente psicológico. Pense naquilo que é imprescindível para justificar que você se envolva com outra pessoa a ponto de abrir mão da sua liberdade. Pois então: eis o seu fator de exigência. É isso que importa. De resto, invista no príncipe imperfeito e deixe para ouvir “Garota de Ipanema” em casa, Tom Jobim não vai fugir."
 
 
É... As diferenças podem ser bem interessantes quando bem utilizadas.
Eu, definitivamente, não me apaixonaria por alguém igual a mim.
Hum... Revendo conceitos! Hahaha!
 
Beijocas revendo o edital de seleção!!
 
Preguicinha de postar música hoje...

4 comentários:

  1. afff!

    Não descarte os mais baixinhos não! Não acabe com o nosso romantismo! rs...Bjokas de um baixinho!

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  2. Esta minha sinceridade!! Hahaha! Mas já falei que estou revendo meus conceitos! Hahaha! Antes que meus amigos baixinhos e amados me batam!

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  3. Nanda, tenho uma amiga alemã que era melhor amiga de um baixinho (tipo no ombro dela)e ela educadamente dizia "se um dia vc sonhar se apaixonar por mim, esqueça. nunca vai rolar nada". 9 meses depois começaram a namorar. 11 meses depois casaram e lá estão felicíssimos casados há dois anos.
    Mocinhas altas, nem todo mundo deu a sorte de vcs.
    Beijo
    Kézia

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  4. Não gosto de ser alta. Acostumei.
    Queria ter exatos 1,67m.
    A altura ideal... Porque na hora que eu pusesse um salto, ficaria da minha altura!! Seria lindo!!
    Mas enfim... Quem manda tem 1m de perna?? Hahaha!
    Não excluo baixinhos, evito. Mas já fiquei com alguns baixinhos e não me arrependo! Só não acho "esteticamente" legal, entendem? Mas o que é "esteticamente" legal pode não ser o que me fará feliz!
    Portanto...
    Que seja de qualquer altura!! Hahaha!
    Beijocas, Kézia!
    Muito bom vê-la por aqui!

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