domingo, 17 de outubro de 2010

Depois de um fds...

... vários pensamentos me invadem!!
Aliás, eles nunca me abandonam... Nem tento!! Hahaha!
Gosto de ser assim.
Acabei de chegar de VR. Traduzindo: "ON" Rio...
E na viagem (curta, confesso!!), vira e mexe, faço uma longa viagem interior.

Assim que cheguei, pensei: " Preciso visitar minhas lembranças "palpáveis"!"
Acho que já contei aqui onde elas ficam... Numa caixa bonitinha e já velhinha, dentro do armário.
Decidi botar pra fora, e reler, pela enésima vez, muito do que escrevi para mim, bastante do que escreveram para mim e pouco do que escrevi para os outros ( não são cartas "devolvidas" não! É que , às vezes, eu guardo o rascunho... Hahaha!).

Engraçado, que toda vez que releio tudo, ou quase tudo, consigo me ver naquele determinado momento. Sentir o que eu sentia naquela hora, naquele instante que já passou há muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito tempo ou pouquíssimo tempo.

Mudei muito, viu! E posso dizer que entre os vários fatores responsáveis pela "mudança" ( eu principalmente!), as "cartas sem resposta" que escrevi para mim, tiveram um papel importantíssimo. Eu me descrevia nelas, qualidades e defeitos. Mostrava-me o que estava "errado" e o que eu deveria fazer para ficar "certo". E que eu precisava muiiiiiiiiiiito viver. Pensar menos, sonhar menos, agir mais.

Numa conversa recente, comentei sobre essa minha "vontade gig de viver"! Uma sensação que não é de muito tempo, mas uma sensação de que o meu tempo é "curto" por aqui ou de que perdi muito tempo. Mas essa sensação, não é triste não, viu! É uma sensação boa. É como um motorzinho que não pára, que mantém a máquina sempre ativa, girando e buscando...

E nessa "releitura" das lembranças, percebi que essa vontade sempre foi presente. Mas por eu ser extremamente preguiçosa, a mantinha somente ali, no papel. E o papel me cobrava! Porque eu também já relia estas cartas naquela época e com novas cartas, respondia a mim mesma! Maluquice? Alguns podem chamar assim. Eu chamo de "auto-conhecimento".

Num dado momento, parei de responder às "cartas sem resposta". E foi neste momento, que a preguiça perdeu a batalha e a moça aqui, passou a viver a "vida" que sempre buscou. O interessante disto tudo é que quanto mais eu "vivo", mais vontade surge de viver! Por mim. Uma vontade um tanto egoísticamente boa e necessária.

Aqui, quase todos os dias, posto "minhas cartas". Agora elas me respondem! Elas falam sobre o que eu vivo. E minha vida não é mais inventada. Ela é real. E realmente muito boa. Por ser tão real, ela oscila. Tem altos e baixos. Sorrisos e lágrimas. Companhia e solidão. Medo e coragem. Paciência e pressa ( mais pressa, confesso!). Força e fragilidade. Independência e dependência. Liberdade e "prisão". Cada "oscilação" intensamente vivida! Porque eu não consigo "medir" sentimento. Eu sinto. Não consigo evitar, encaro.

Sinceramente, gosto muito das "minhas cartas" de hoje. Mas não me envergonho das "minhas cartas sem respostas" de ontem. Elas fazem parte de mim. Aprendi muito com elas. Aprendi muito comigo. Poderia rasgá-las e jogar tudo fora. Mas prefiro guardá-las numa caixa bonitinha e velhinha, dentro do armário. Assim posso "visitá-las" quando quiser ou quando eu por algum segundo, duvidar de como é bom viver. E viver no presente!

Mas uma das minhas reflexões de Domingo...

O que você faz com suas "cartas sem respostas"? Como você lida com suas lembranças? O que você escreveria HOJE para si mesmo?

Perguntas para serem respondidas até sexta...

Beijocas bem conhecidas!


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