Pensou em fazer tudo.
Tudo o que queria era fazer nada.
Nada.
N-A-D-A- palavra que já expressa seu sentido.
Sentir?
Será que ela ainda sentia?
Sem dúvida, sempre, há algo a sentir.
Ela que sente tanto, sentia ainda mais.
Mas ainda?
Certeza!
As certezas voltavam todas...
Todas que ela lembrava certo lembrar.
Lembranças eram como o vento em sua vida.
Gostava do vento.
O ir e vir, a sensação do descontrole, do indefinido, do "mover-se".
Movimento.
Movimentos suaves lhe agradavam.
Movimentos ariscos a surpreendiam.
Surpresa!
Ela não mais pensava.
Nada mais por ele sentia.
Duvidava de suas certezas.
Lembrar não mais o fazia.
Mover-se era o que mais queria...
"AS CARTAS QUE EU NÃO MANDO": "...faz tempo que eu me perdi de você... Guardo pra te dar, as cartas que eu não mando..."
Ps: Finalmente me despedi de 2005.
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