domingo, 11 de setembro de 2011

Coisas que não se explicam

Encontraram-se "sem querer"...
Lugar pouco provável, o "programa" não inspirava a isso.
Ele não chamou a atenção dela à princípio, não que fosse desinteressante, mas era como se ele não fosse para ela.
Ela chamou atenção dele, a espontaneidade, a "figura", a possibilidade de uma boa companhia para programas nada triviais.
Iniciaram uma aproximação.
Diálogos via SMS, amizade surgindo.
Diálogos "ao vivo e a cores", interesses "além da amizade" surgiram.
Descobriram-se.
Pessoas que nunca tinham se visto, passaram a se ver com frequência.
Curtiam estar juntos.
Dias foram passando.
Vários momentos bacanas compartilhados, histórias velhas e novas se misturavam, desabafos, confidências, risadas e risadas.
Os que estavam de "fora", formavam suas "opiniões".
"Pressões" de "rótulos" começaram a lhes rondar.
Felicidade precisava de outro nome?
Isso é o que viviam e vivem.
Cada dia uma nova descoberta: deles mesmos e um do outro.
Tão diferentes!
A vontade de dar certo igual.
Mas o que significa "dar certo"?
Namoro?
Noivado?
Casamento?
Sentirem bem e felizes juntos, ainda tão no início, precisa de outro nome além de felicidade?
Ela ansiosa.
Ele receoso.
Ambos tentando acertar daqui e dali.
A preocupação de "não estragar" o que parece tão gostoso e bom aumenta.
Será que têm mesmo que se preocupar?
Cada um tem suas histórias, frustrações e sucessos.
Parecem querer que os erros não se repitam.
Torcem para que seus "parceiros" atuais não ajam desta ou daquela forma.
Detalhe importante!!
As pessoas são diferentes!!
Se algo tem que "mudar", são eles próprios.
Ela e Ele não devem cometer os mesmos erros que cometeram em outras situações.
Ela viveu outras histórias sem Ele.
Ele viveu outras histórias sem Ela.
Será que as lições se repetem?
Sinceramente, eu não sei.
Estou rezando para que ambos se preocupem menos e vivam mais os momentos e descobertas que estão vivendo.
Com medo do "futuro" dar errado, o "presente" acaba sendo esquecido e gerando "angústia".
O "presente" está tão bom.
São dois inteiros.
Não são metade.
Dois inteiros que se somam, sem subtrações ou "anulações".
Ambos sentem-se mais felizes juntos, e sabem que são e podem ser felizes separados, sozinhos...
Não acho que tenham algo a perder.
Os ganhos já são "palpáveis"!!!
Por que eles teimam em explicar "coisas que não se explicam"?
Deixo um conselho para os dois:
Um dia de cada vez: moça ansiosa tem que respirar mais pausadamente e profundamente e frear nas expectativas...
Um dia de cada vez: moço receoso tem que lembrar que a outra protagonista é "outra", tentar prevenir erros é importante, mas a ânsia de "acertar" tudo pode fazer perder a "leveza" e a "mágica" inerentes ao momento que vivem...
Enfim:
"Carpe diem. Permitam-se. Conheçam-se. Degustem-se. O que vai dar, quanto tempo durará e etc será mera consequência."

Fico aqui de dedos cruzados.

Beijocas de quem adora histórias entre moços e moças!!!


Um comentário:

  1. Poxa, Fe... é isso, viver pela dignidade de encarar o presente, com toda formosura e encanto. E claro ,sem perder a candura para a conquista ser mais importante que a pessoa conquistada,porque o Amor floresce é nisso, nos detalhes que cada um faz para aumentar o fluxo de descobertas e criações juntas,porque separadas a vida de cada um fará para unir tudo que for para ser vivido até a ultima gota. E sem pensar nos erros, acertos e sim no que a vida diz para gente todo dia...

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