"Come on, come on, come on, come on
Now, touch me, babe..."
Impossível esta música ter passado sem ser notada por mim hoje...
Acredito que já devo tê-la ouvido de "relance" algumas vezes.
Porém, hoje, eu a ouvi.
Ouvi daquele jeito que gosto: sentindo.
E confesso que só não fechei os olhos porque estava dirigindo!
Trajeto habitual, horário habitual, música nada habitual.
Conheço muito pouco de "THE DOORS".
O muito pouco que conheço eu gosto bastante.
Mas são músicas meio que "todo mundo conhece"...
Talvez esta, "Touch me", seja uma das que "todo mundo conhece", mas eu, definitivamente, não a conhecia.
Ela me pegou do jeito que eu gosto que me peguem.
De surpresa, sem que eu esperasse.
Estava ali e ela me tomou por inteiro.
Tocou nos pontos que gosto e que tanto falo e propago...
Medo, promessas, amor, venha, aja.
O som me prendeu e a letra me fez fazer algumas associações.
Pessoas, músicas sempre se associam a algo, nem que sejam a elas próprias.
Talvez por isso me encantem tanto...
Pois bem, eu estava imersa nas associações e algo se "dissocia":
"I gonna love you (...) For you and I."
Não, não acredito que amor algum seja bastante unilateralmente.
Já acreditei que sim.
Já amei assim.
Um amor tão estranho que dói, sufoca, humilha...
Bonito em filmes e romances de banca.
Mas "feio" e doído na vida real.
Amor é reciprocidade.
Ponto.
Manter ou iniciar um relacionamento acreditando que somente o seu amor bastará para os dois é condená-lo ao fracasso.
Sim, o amor doerá em ambos: em quem o sente tão enorme que acha que será o suficiente para dois e, em quem não o sente, nem nunca sentiu e viverá na culpa por não amar quem o ama tanto.
Amor não cabe em promoções "pague 1, leve 2"!!
Nananinanão!!!
Se eu tenho certeza disto?
Bem...
Tenho tentado abolir as "certezas" do meu vocabulário escrito, falado e vivido...
Mas, desculpa...
Disto eu tenho certeza.
Babe, touch me, come on... I am not afraid...
Hahahaha!
Adoro isso!
Beijocas que poderiam cair do céu como as estrelas da música!
Nenhum comentário:
Postar um comentário