"Terminamos"- disse um amigo sobre o relacionamento amoroso de anos.
Foi um "terminamos" triste, meio vazio, meio que sem entender.
Sempre admirei o relacionamento que eles tinham.
Super tranquilo, sem cobranças, honesto, maduro, companheiros.
Antes de iniciarem o namoro, já eram amigos há 7 anos.
O amor se "transformou" há uns 3, eu acho, e ficaram bem mais felizes com a transformação.
Viviam como "casados", mas em casas separadas.
Ambos já tinham passado pelo "relacionamento padrão": casório, morar junto...
Com um porém!
Um "porém" que não tinha importado até um tempo atrás.
Ele, 14 anos mais experiente, já tinha filhos: bem crescidos e que não moravam com ele.
Ela, 14 anos menos experiente, com os ovários "gritando": "Filha, tem óvulo aqui mais não!! Anda logo!!"
Ele não quer mais filhos.
Ele não quer mais morar junto, dividir escovas de dentes e tal.
Ele a ama.
Ela quer ter filhos.
Por mais que dissesse não se importar em morar separado, ela quer "família", casa e o pacote todo.
Ela o ama.
Triste terminar assim.
Há amor, respeito, amizade, tesão...
Mas há um desencontro importante:
OS PLANOS NÃO BATEM!
Aquele amor de outrora que bastava a tudo, agora não é suficiente.
É definitivo: ele não quer mais ter filhos mesmo.
Não vai mudar de ideia.
É definitivo: ela quer ter filhos, um pelo menos. Criar juntos e tal...
Não vai mudar de ideia.
E o que fazer com o amor que ainda existe?
A vontade de ficar junto, viajar, beijar, tomar um chopp fica onde?
E a amizade que já existia antes? Como prosseguir...
Não há respostas.
Não há entendimento.
Ela cheia de expectativas.
Ele sem promessas: quer ficar junto, cada qual no seu canto e com sua bagagem.
Quem está errado?
Na minha concepção não existe o "incorreto" nesta história.
Não existe incorreto quando existe amor.
Eu e eles temos certeza de que o amor existe.
Ouvindo esta história hoje, reafirmei uma opinião que já havia formado após ouvir muitas e viver algumas histórias:
"SEM PLANOS EM COMUM, O AMOR NÃO VIVE... NEM SEQUER SOBREVIVE."
Amar não é tão difícil.
O difícil é dar vida ao amor.
Se eles voltarão a ser amigos?
Não sei.
Espero que sim.
Ele disse que agora irá se afastar dela.
Acha que será menos difícil para que ela siga rumo a realização de seus planos.
Se eles sentirão muito a falta um do outro, do amor que compartilham e que ainda não morreu e tentarão "conciliar" os planos?
Pouco provável.
O preço da "cessão" será alto diante do primeiro e mínimo problema.
Complicamos tanto as coisas, não?
Agora é cruzar os dedos e pedir a Deus que ambos encontrem um novo amor com planos em comum!
Beijocas bem alongadas após uma deliciosa aula de Pilates! Eu voltei, gente!!!
E a música tem que falar de amor, não é?
Vou repetir uma música recente, mas que eu acho ter tudo a ver com esta história...
"O QUE EU TAMBÉM NÃO ENTENDO": "Afinal, será que amar é mesmo tudo?"
Nossa, que história!
ResponderExcluirAcho que o que é mais angustiante é a idéia de que ainda há amor; e, se há amor, como estão separados? Parece que algo não se encaixa, como um filme sem fim a espera da parte 2.
Bem, o amor também é um pouco de sacrifício e, até que ponto podemos sacrificar nossos desejos mais profundos pelo outro, mesmo amando-o?! Acho que até nisso há um limite, não?! E, pelo visto, para o casal este ponto crucial, de onde não dá mais para passar, chegou...
Boa sorte para os dois, e que sejam felizes, cada um com seu sonho!
bjokas
p.s: tava com saudade, tanto que escrevi mto! rs
Angustiante se deparar com o fato real de que nem sempre o amor é suficiente, não é?
ResponderExcluirMas é verdade...
Escreveu muito nada, Thais!!
Adoro ver vc por aqui!
Beijocas!