quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sobre cisnes...

Faz poucas horas que assisti a "Cisne Negro".
A crítica toda em cima.
Falando da redescoberta, libertação de Natalie Portman.
Ela está magnífica.
Sempre gostei das atuações dela.
As boas moças.
Os "Cisnes Brancos" que interpretava...

Talvez não houvesse melhor atriz para o papel de Nina.
Nina, nome meigo, de princesinha.
Não, ela não era mais princesinha...
Já tinha passado de fase, mas não tinha percebido.
Como se fosse os joguinhos de vídeo game do Super Mario Bros.
Você sempre tem uma fase "predileta".
Mesmo que esteja doido para "zerar" o jogo (na minha época era fita!! velhinha...).
Aquela fase em que se sente seguro.
Domina todos os obstáculos e sabe usar todos os macetes.
Mas se não há obstáculos e os macetes já estão todos descobertos, qual é a graça?
Sério isso.
Eu não sei.

E o pior.
Tenho dificuldades de mudar de fase.
E assim percorro o caminho mais difícl, mais demorado...
Não entendeu?
Eu não consigo zerar o jogo.
Como se eu tivesse medo de vencer.
Não mudo de fase, não perco, não ganho.
ZERO a ZERO.
Muiiiito chato zero a zero.

Quer saber o que é pior do que isto?
É reconhecer-se capaz de zerar o jogo.
E mesmo assim não querer vencer.
Total ilógico.
Absurdo.
Bizarro.

Mas por que permanecer na mesma fase?
Para ter tudo "sob controle"?
Para fazer "tudo certo"?
Meu Deus, por que isso?
Por que querer ser "perfeito"?
Por que querer não decepcionar?
Por que? Por que??

Para mudar de fase, é preciso deixar-se levar.
E deixar-se levar pode ser perigoso.
É como andar de olhos vendados.
Com certeza nenhuma.
É entregar-se as situações, vontades, pessoas.
Posso cair no abismo assim?
Pode sim!
E cairá algumas vezes.
Faz parte.
Mas você sentiu.
Sentiu com tudo e como podia.
E sentir, independente do que se sente (mesmo que doa para respirar),é bom.
É humano.
É palpável.

Interpretar o "Cisne Branco" afaga as expectativas  alheias e a necessidade intrínseca de agradar.
Ser o "Cisne Negro" é permitir-se, é derrubar expectativas, é viver.
Viver tudo o que  for necessário.
É não sorrir amarelo.
É seguir adiante e dar cabo do que deseja.
É não se acovardar e não ter coragem de fazer o que realmente tem vontade.

O que eu acho disto tudo?
Bem...
Deixar o "Cisne Negro" nascer, dói.
Uma dor boa e ruim.
Boa porque nem sempre é tarde demais.
Ruim porque há coisas e momentos que não voltam.
Desperdiçou, meu bem?
Já era.

Enfim...
Assistam ao filme!
Preparem-se para encarar os cisnes dentro de você.
Qual deles você tem colocado para fora?

Beijocas entorpecidas por cisnes!
Cansei da história do Patinho Feio.
Hahahaha!

E a música?
Bem...
A trilha sonora cantarolada pelo ser mais figura do cinema que tive a felicidade de ter ao meu lado!
Putz, pena que não deu para gravar para vocês ouvirem!

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